Magrela Espinheta (Não fica chateada Kitty!). Aham, vou falar dela hoje, nada de "Dia Mundial do Rock". Hoje é o aniversário de uma das pessoas mais importantes da minha vida!E eu não posso deixar em branco.
Sabe, a gente só se fala uma vez por ano, mas é a vez mais aguardada; é quando contamos tudo que rolou no ano, e mesmo que acabe o assunto a gente chora...E é incrível como esses minutos me fazem bem, muito bem na verdade...
Vamos para como tudo começou. Eram duas meninas, uma magrela cheia de espinhas, e uma gordinha engraçada. Faziam pré militar no mesmo local e pouco e nunca se viram, até que um dia a gordinha engraçada viu a magrela indo para o curso. Vamos combinar que a gordinha é mega comunicativa e muito simpática. Assim que chegou no pré militar, a gordinha foi logo falar com a espinhenta e BUUUUUMMM! Não se desgrudaram mais, o pré militar passou e a amizade ficou. Tudo faziam juntas, até os castigos eram em conjunto! Viagens, saídas, tuuudo juntas. Até que um dia... A magrela -agora - ex-espinheta ligou para a gordinha
M: Alô? Tudo bem amiga?
G: Tudo e com você? Pô vem aqui em casa!
M: Não dá. - E ai surgiram as primeiras lágrimas nos olhos da magrela...
G: Por quê? Vou ai então.
M: Não dá, to no Central Park.
G: HÃ? - Sim, a gordinha não entendeu nada - Não tem nenhum lugar chamado Central Park aqui.
M: Eu sei, eu estou em Nova York.
G: - Nesse momento a gordinha ficou sem palavras...
O resto do dialogo foram meras palavras trocadas entre choros e berros e soluços. E pela primeira vez o mundo da gordinha tinha caído. Depressão, sentimento de abandono, dor e arrependimento.
Arrependimento sim, afinal, a última vez que elas se viram a gordinha tinha deixado de ir na casa da magrela para ficar com um garoto que ela nem lembra a face.
No tempo que isso tudo passou muitas coisas aconteceram, e uma tradição foi criada: Todo dia 13 de Julho, a gordinha ligava para a magrela e o choros voltavam. A Magrela casou e teve um filho, a gordinha sente a dor no peito até hoje.O arrependimento ainda é constante, o medo bate a cada segundo.
As promessas da juventude martelam na gordinha, a mais uma vez o choro vem. Mas dessa vez a gordinha que vos fala tem certeza que é de felicidade e certeza de que essa distância toda não afetaram em nada a nossa amizade. A magrela só perdeu as espinhas, e o sotaque, mas ainda sim é a minha Kitty, o meu caso lésbico...
Parabéns Kitty, tentei te ligar e não deu. Parece que você mudou de número, me avisa depois qual é. Me perdoa não ter estado no seu casamento e nem no nascimento do Gabriel... Que péssima amiga que sou, mas espero que a gente se veja e que todo tempo perdido seja recuperado...
Te amo.
Mt lindo seu texto...
ResponderExcluirtriste de mais, mas ainda assim bonito...
bjão